quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

  Nosso entrevistado é Bruno Lopez, Caxias do Sul.






1- Qual é seu nome e idade?
Bruno Lopez, 21 anos.

2- Qual sua ocupação?
Diretor de Marketing.

3- Concorda com a idéia de que assumindo sua homossexualidade as pessoas estão automaticamente contribuindo para que o preconceito diminua?
Dependendo do ponto de vista, eu não acho certo que para qualquer pessoa ela tenha que assumir algo para receber o respeito do próximo; Heteros, judeus, artistas plásticos, ou etc, não precisam gritar a todos o que são da vida para ter respeito, cada pessoa tem suas escolhas, e devem ser respeitadas por qualquer um, desde que não afete ninguém e não predique o próximo, suas escolhas, seus gostos e suas conseqüências.

4- Em que momento da sua vida você percebeu que era hora de assumir sua sexualidade?
Desde que me conheço por gente sei o que sou, já tive relações com  sexo feminino, mas eu estava bem decido do que sou, não me considero homo ou bi, tenho a minha orientação sexual pessoal, e resolvi me assumir com 18 anos, quando dei inicio na minha carreira profissional e tinha plena certeza de minha estimada família não me abandonaria jamais, pois sempre foram abertos para qualquer assunto comigo, então não tive medo da rejeição, mas tive medo de eles se sentirem culpados, mas isto não aconteceu.

5- Você já sofreu algum tipo de agressão física ou verbal pelo fato de ser homossexual? Se sim, conte-nos como foi a experiência.
Quando alguém tenta me atingir verbalmente tento não ligar, pois sei que a pessoa não está me prejudicando em nada, bem pelo contrario está prejudicando a sua própria evolução como ser humano, e o destino nos prega muitas peças, eles terão filhos, netos, e por que não seus próprios pais, hoje em dia quando essas agressões acontecem, que são poucas, tento manter a calma e seguir firme com meu objetivo.

6- O que você espera da sociedade em relação ao homossexual?
RESPEITO, esta história de respeitar para ser respeitado já está ultrapassado, quando alguém me desrespeita eu não trato na mesma moeda, a vida há de lhe dar o castigo, que as vezes é difícil de suportar, ai sim a justiça estará feita entre essas pessoas.

7- O que você tem a dizer sobre a aprovação da união estável entre pessoas do mesmo sexo?
Acho de grande valia esta aprovação, a inúmeras pessoas juntas a tantos anos, já levam uma vida de casal, mas para alguns o papel é mais importante do que a união do coração, e outra que também pode-se adotar uma criança que precisa de um lar, de uma família, de amor, do qual ela crescera sabendo que é fruto de uma união cheia de amor e respeito.

8- Você acha que há alguma diferença na aceitação pela sociedade ou família entre gays e lésbicas?
Depende muito das famílias, e da pessoa que toma esta decisão de se assumirem, tanto homem quanto mulher, nascem pré-destinados a casaram e terem filhos com o sexo oposto, quando isto não acontece, é um choque para todos envolvidos.

9- Qual é o papel da escola neste contexto?

O papel da escola e dos pais, é ensinar uma coisa que todas as religiões ensinam e todo mundo conhece bem mas não aplica no seu dia-a-dia, “Ama teu próximo como a ti mesmo”.


10- Como se sente sabendo que muitos casais homossexuais que tentaram uma união estável foram banidos por diversos cartórios, mesmo após a aprovação da união no congresso?
É complicado, mas nem toda energia elétrica chega em qualquer casa, você tem que ir lá e fazer jus ao seu direito, por que você PODE!

11- Como você avalia os números de assassinatos motivados pela homofobia no Brasil?
Uma lastima, o mundo está fora de controle, as pessoas andam nas ruas admirando a sujeira da calçada ao invés de olhar um pouco para acima e admirar a beleza das novas flores que nascem nas arvores, o mundo precisa de valores, respeito e principalmente amor, do qual isto está muito em falta na atualidade

12- Qual é a diferença?

A diferença não nos torna Desiguais.

Nenhum comentário:

Postar um comentário